Josué ainda acredita que pertence a esse planeta. Cresceu no interior. Poder-se-ia dizer que foi um típico nordestino pobre do agreste pernambucano. Durante a infância, gostava de jogar bola na rua, andar de bicicleta, subir em pé de umbu e atirar pedra em rabo de lagartixa. Durante a adolescência, teve uma educação religiosa Protestante que conflitava com seus discos de Legião Urbana. De personalidade tímida, acabou se apaixonando pela palavra escrita como uma forma de se materializar. Há nove anos, interessado em virar alguém na vida, mudou-se para a capital baiana, onde descobriu que os livros de História estavam equivocados quanto à abolição da escravatura. Até hoje, ainda não digeriu completamente a cultura local. Está prestes a se formar em Administração de Empresas numa boa escola, trabalha 8hs/dia pelo pão de cada dia, mas continua pobre. Muitas vezes se arrepende do que escreve porque discorda de si mesmo. Usa constantemente o Google como auxílio à sua fraca memória, raramente usa celular e tem trauma de cartões de crédito. Sempre gostou de literatura de cunho social e seu último desejo é que suas cinzas sejam espalhadas pelas narinas de nossos representantes.
1 comentários:
Tenha sempre um plano B em mãos :o)
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