8 de Julho de 2009

em busca da felicidade


Professor!

estou preocupado. entrei hoje no suporte e consta lá que eu fui REPROVADO por FALTA!! deve ter ocorrido algum erro no sistema, porque tenho certeza que não faltei tanto assim.... como podemos ver isso?

R= Que faltou tanto assim, faltou, mas "como sou gente boa" tinha controlado sua faltas para não ser reprovado por falta. Não sei porque.....Mas, vou procurar saber o que aconteceu. Pelo meu controle voce teve aprovação "direta".
Prof. Tomm

***

Tomm é um de meus professores preferidos. Não por esse motivo, óbvio...É que ele é gente boa mesmo. É um americano gordo e quase rosa que vive há 30 anos no Brasil. Diz que veio pra aqui porque acredita no futuro do Brasil. Ai, ai... Adora a Bahia e acha que fala bem baianês.

Bem, pelo menos de jeitinho brasileiro...

e se


? e se as coisas não acontecerem conforme planejamos ?


3 de Julho de 2009

afinal


E me parece agora que o que somos não passa daquilo que existe entre o que queremos ser e o que já nos despedimos de ser.

2 de Julho de 2009

that's ok, man

Já disseram que é possível criar o perfil psicológico de um indivíduo através de suas comunidades no Orkut. A seguir, 56 motivos para me internar:
.
Eu abro a geladeira pra pensar
Eu tenho uma teoria
Não fui eu, foi meu Eu lírico
Vejo humor onde não tem
Eu Falo Sozinho
Por que eu sou pobre?
Eu acordo Morrendo de sono
Não sei demonstrar interesse
Metodologia para bobagens
Insanidade Construtiva
Exemplifico expondo os outros
Criticando críticos de cinema
Pânico de perguntas pessoais
Revolucionários preguiçosos
Eu acho legal respirar
Eu olho para o nada
Diálogos metalinguísticos
Eu cresci assistindo pica-pau
Eu tenho preguiça e sou feliz
Só me ligam por engano
Só durmo depois da meia-noite
Eu penso na morte da bezerra
Não entendi mas foi engraçado
Num lembro
Pessoas densas
Quero fugir pro México
Mania de perseguição cognitiva
Sem cerimônia para tragédias
Elaboro planos impossíveis
Depressão pós filme
Surpreendo-me com obviedades
Tenho medo de andróginos
Pânico de movimentos bruscos
Suscito dúvidas quando não deveria
Só durmo com o armário fechado
Rindo, pareço sério
Multi-expressão facial
Eu não escuto sem óculos
Hoje acordei meio literário
Empobreço aliviando dívidas
Sou um fracasso como romântico
Eu analiso as pessoas
Eu Gosto Mesmo é de Cuscuz
Frustro-me na internet
Nunca fiz amigos bebendo Leite
Não sei dar informação
Disfarço assuntos com risadas
Culpando a sociedade
Eu Odeio Fila
Não tenho senso de direção
Pareço Abraham Lincoln
Eu tinha medo do tio QUAKER!
Eu não sei me localizar

30 de Junho de 2009

Momento twitter


O povo fica inventando coisa pra gente ter que aprender.
Eu só sei apertar o play do controle remoto.
Menino, a idade chegou, não tenho mais paciência pra isso.

28 de Junho de 2009

very beautiful

homenagem realizada por 1.500 detentos do Centro de Detenção e Reabilitação da Província de Cebu, Filipinas, "in memory of Michael Jackson".

27 de Junho de 2009

só um pouquinho...


amanhã vou levantar cedo para consertar o mundo.

25 de Junho de 2009

do coração


Quando cheguei em casa, vim logo pro micro e acessei meu email no yahoo. A primera notícia que vi foi a de que Michael Jackson estava mal, no hospital, devido a um ataque cardíaco. Cinco minutos depois minha mãe entra no quarto e diz: Michael morreu. Corri pro nytimes pra confirmar. Tava lá. Não sou fã de M.J, nunca fui. Nunca comprei um só cd nem dvd dele (nem pirata). Poucas vezes sentei em frente à tv pra ver algo dele ou sobre ele. Mas duas coisas me vieram automaticamente à cabeça. A primeira, foram lembranças de minha infância, quando uma vez, num aniversário lá em casa, eu comecei a imitar junto com minha irmã os passos dele. Eu achava legal. Eu deveria ter uns 10 ou 11 anos de idade. Não sabia exatamente quem era M.K nem o que ele representava pra música. Sabia que a batida era legal, a dança diferente e que ele era famoso porque passava na televisão e as pessoas estavam sempre comentando. Apesar das turbulências em sua vida, ninguém pode negar que Michael foi uma lenda. E uma lenda, é uma lenda. A segunda coisa que me veio foi um post que escrevi há algumas semanas em que falei sobre ele como uma " figura que mais se assemelha a uma boneca de porcelana falsificada chinesa com cabelo de boneco de macumba" e que ele, diante da ascensão dos afro-americanos nos últimos anos, havia se tornado "um pato branco se afogando num mar negro afro." Não me senti bem lembrando essas frases. É como se agora eu quisesse dizer: foi mal cara!

Mas o que me vem à mente agora é que Michael morreu do coração. Não poderia ser de outra coisa. Segundo as fofocas de todo o mundo, Michael não era um ser humano feliz, talvez até de uma personalidade doentia e infantil. Acredita-se que um dos motivos foi justamente sua vida totalmente deslocada da realidade das pessoas comuns. Uma vida alienada das relações humanas que podemos aqui chamar de normais. Um indivíduo enclausurado pela fama, perdido nos reflexos do culto à sua personalidade, talvez querendo viver ou sonhar na Never Land uma infância que nunva teve. Não sei. Mas Michael sempre passou a impressão de um ser solitário. Alguém que, apesar de tanta fama e dinheiro - e de tantos passos no palco -, parecia não conseguir dominar seus passos em sua jornada nessa terra. Parece-me coerente, pelo menos isso, que tenha morrido mesmo de coração. E que a causa mais profunda para o colapso, não tenha sido outra coisa a não ser sua própria vida infeliz, solitária e sua carência, mesmo, de um sentir-se humano.
Ha uma frase de Joseph Campbell que diz que "estamos aqui para aprender a caminhar com alegria, em meio às tristezas da vida". Talvez Michael não tenha aprendido esse caminhar. Mas talvez nenhum de nós, mortais, jamais compreenderemos o mundo em que só ele viveu.

A Michael, minhas desculpas póstumas.

23 de Junho de 2009

se em Paris...

Ultimamente venho me perguntando o que sou. Se um escritor, analista, cronista, poeta, blogueiro, artista, comentarista, crítico, um neurótico, uma vizinha fofoqueira, um bobo da corte, um pouquinho de tudo, ou absolutamente nada disso. É que bate aquela vontade de agir como se fosse e então... Vivo na corda bamba do amadorismo. Sei da minha meta: chegar do outro lado. Apesar de tantos desequilíbrios. Mas o mundo aqui é mais divertido. Não tem regras, não tem chefe, não tem pauta, não tem cara feia, não tem "juízo garoto!". Escrevo o que quero, do jeito que quero. E me dou ao luxo de, como Aline, às vezes ser só coração. Estou certo de que se Deus me deu um cérebro e um coração, é porque é legal usar os dois, misturados ou separados. Depende da vontade. Tenho uma forte sensação de que meu coração funciona dentro de minha caixa craniana e que meu cérebro não calcula, dá um mais ou menos, mas me diz que é por aí mesmo.
Gostaria de me acreditar escritor, pelo menos pra manter minha auto-estima. Minha formação intelectual foi com gibis da turma da mônica e assistindo a pica-pau. Já um personagem histórico que influenciou minha forma de ver o mundo foi Fio. Fio foi um amigo da infância e adolescência. Ele era quase analfabeto, mas era ele quem tinha as sacadas pra muito além de minha oitava séria alienada. Era pobre, filho de lavadeira, mas de uma percepção social extraordinária. Comentava e dava aquele sorriso. E eu ficava com inveja. Se Fio tivesse nascido em Paris, com certeza já estaria em livros.

Nesses quase três anos de blogs (começando pelo literalmente falando) aprendi muito, acho que amadureci bastante. Desobri escritores fantásticos, pessoas que me ajudaram a enxergar o mundo de forma mais rica e ampla. No mar da blogosfera, já me senti um peixe esperto, outras vezes, um cocô boiando. Sinto-me honrado pelos meus poucos, mas queridos leitores, quase cúmplices. Sinto-me contente quando vejo que o que escrevi bateu na cabeça de alguém, como um pedrinha de estilingue, nem que seja pra deixar zonzo. O que achei legal nesse tempo é que nunca me senti um sem noção. Isso porque meus leitores são bonzinhos. Quandos eles percebem pobreza na minha argumentação, eles tentam entender o que eu quis dizer, e consideram apenas minhas boas intenções. Se 90% do que escrevi é um absurdo, eles procuram os 10% de sanidade e me dão a maior força.

Algumas coisas me incomodam profundamente: a retórica dos reis, os que dormem de óculos escuros nos ônibus, os que acham que homens bomba são bonecos de video game, e os mortos vivos. Uma coisa admiro: o sair da caverna.
Já tive vontade de abandonar o blog. Vontade de não mais escrever porque afinal, pra que escrever? Mas um motivo me restou, suficiente pra que eu continuasse: estou vivo, e que o universo sinta a vibração de cada batida no meu teclado. Oh, yes!
Sei que nesse tempo, escrevendo e lendo blogs, não perdi nada. Pra mim, é sempre - oh shit! - emocionante o ato de escrever, a leitura do mundo, o texto como reflexo do que somos.

Hoje faço 29 anos, e me sinto feliz por não estar gripado.

agora, sem véu


"A beautiful girl, silenced forever. My heart died watching this video, it hurt so much"
Comentário no youtube sobre a morte de Neda, durante protesto no Irã.


Faço dessas palavras as minhas. Nunca tinha visto cena igual.


O vídeo, aqui.
A reportagem, aqui.