3 de agosto de 2011

Catarina

Catarina, pequenina, afogava a mão no riacho que ficava nos fundos de casa. Ela gostava de colocar a mão na água para sentir a pressão da correnteza tremer-lhe os dedos. Era gostoso tentar conter a força da água como se quisesse dominar a natureza. Via seu rosto tremendo na água e achava graça. Seus cabelos que eram grandes, de cachos ruivos, desprendiam-se ao vento e formavam uma figura ainda mais engraçada na água. Catarina ria da vida, daquele barulho gostoso de água corrente, de seu rosto pintado na água, da força da água em sua mão. As tardes de Cataria eram sempre belas. Às vezes colocava apenas os pés e também sentia prazer. Abria aquele sorriso leve, como se a felicidade do mundo fosse uma criança a brincar com a água nos fundos de casa. E o era. Aquela era a felicidade de Catarina, 6 anos, uma felicidade do tamanho de uma riacho de águas sem fim.

3 comentários:

umaequilibrista disse...

bela fotografia.

Kenia Mello disse...

E Catarina era feliz de verdade. ;)

Gabi disse...

Catarina, será um dia o nome da minha filha...pois ela será bem feliz...