30 de setembro de 2007

De cabeça fria

A paranóia por corte de custos nas organizaões contemporênas afetaram de modo decisivo o ambiente restrito e privado da vida doméstica na sua dimensão mais simples e corriqueira: o ato ou movimento automático de esforço desprezível de acender um minúsculo, magricelo e quebradiço palito de fósforo. Isto porque, pesquisa empírica realizada por mim nas últimas semanas demonstra de forma inequívoca que a chama de um fórforo de hoje não dura mais quanto a de antigamente. A dúvida que permaneceu sem respostas é se o problema está na quantidade de pólvora ou no tipo de madeira utilizada.
De qualquer forma, a medida é compreensível, afinal, por que só eles deveriam continuar de cabeça quente?