27 de outubro de 2009

ser ou não ser

Já é a terceira vez esse ano que confundo pobre com mendigo. Primeira vez um rapaz perto do meu trabalho me chama na rua, eu paro meio assustado e ele me pergunta as horas. Na segunda vez, uma mulher jovem com um menino no braço para ao meu lado numa cafeteria, eu puxo uma moeda, mas era uma babá. Hoje, quando eu estava voltando pra casa do trabalho, um rapaz me chama na rua pra que eu diga pra mulher dele - porque não estava acreditando - que aquele orelhão pequeno é, evidentemente, para as pessoas que têm dificuldade de alcançar o maior. Minha dúvida é se esse é um problema isolado meu de percepção social, ou se a situação na Bahia está tão crítica que está difícil mesmo de distinguir pobre de mendigo.

3 comentários:

Punksauro Nei disse...

Rapaz...

Talita A. disse...

Killing time.

Fábio disse...

Cara, em São Paulo isso acontece muito, também. Percebo que muita gente vai conversar com a gente cheia de dedos, com medo da possível reação do outro. Tá foda!